Há mais de dois mil anos, pisava na Terra um homem que transformaria para sempre a história do mundo.

Nasceu de forma natural, de uma jovem mãe, seguindo os costumes da época. Cresceu dentro do judaísmo, praticando a religião de seus antepassados. Não há registros de sua adolescência; sua história surge ao mundo já adulto.

Dono de uma espiritualidade autêntica, foi chamado de mestre. Não se sabe exatamente onde estudou ou qual vertente teológica seguia. Muitos o associaram aos essênios, mas tais ligações permanecem especulativas.

Trouxe uma interpretação própria da palavra de Deus. Falava por parábolas e as explicava, usando a didática para conduzir as pessoas ao entendimento. Formou discípulos e ensinou-os a formar outros.

Apresentou uma visão que desafiava a maioria, preocupada em manter a aparência de santidade. Ensinou a valorizar o interior, aquilo que os olhos humanos não veem, mas que Deus observa.

Mostrou como ajudar o próximo e destacou o amor como princípio central. Introduziu um novo mandamento: amar ao próximo como a si mesmo, ao lado do amor a Deus acima de todas as coisas (Mateus 22:37-39; Marcos 12:30-31).

Cumpriu os mandamentos, realizou as profecias, e embora tenha ocultado sua identidade, seus feitos, dons e milagres o revelavam: era o Messias, o Filho de Deus.

Multidões o seguiam, trazendo enfermos, famintos e sedentos. Transformou seu povo em uma comunidade, instruindo e exortando-os, e, no fim, todos passaram a carregar seu “sobrenome espiritual”.
Partiu deste mundo, mas deixou um povo sedento, que por dois mil anos preservou seus ensinamentos e mandamentos.

Essa comunidade, a Igreja, manteve viva a mensagem que recebeu: acolheu órfãos e viúvas, socorreu enfermos, ensinou a justiça, guiou gerações na fé e na prática do amor, mantendo a memória de seus ensinamentos viva em cada ação concreta.

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