PRESIDENTE DO PRB-DF VIRA RÉU POR IRREGULARIDADES EM OBRAS DO BRT DO RIO

Distrital Júlio César, PRB-DF, a direita e com Marcos Pereira, deu apoio ao desastroso Governo Rollemberg, quando foi indiciado na "Operação Drácon' por desvio de dinheiro da Saúde Pública e tentará chegar a deputado federal pelo partido.
https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,delacao-da-odebrecht-cita-r-7-mi-a-ministro-do-prb,70001670931
Após denúncia do Ministério Público
Federal, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, aceitou
analisar denúncia apresentada contra o presidente do PRB do Distrito Federal,
Wanderley Tavares da Silva. Ele é investigado por vantagens indevidas em
torno do consórcio formado pelas empresas Dynatest Engenharia e TCDI
Consultoria e Tecnologia, em contratos que somaram R$ 26,1 milhões nas obras do
BRT do Rio de Janeiro.
Na decisão, o juiz observou que o
MPF expôs com clareza os fatos criminosos e suas circunstâncias, fazendo
constar a qualificação dos denunciados e a classificação dos crimes.
“Estão minimamente delineadas a autoria
e a materialidade dos crimes que, em tese, teriam sido cometidos pelos
acusados, o que se afere do teor da documentação que instrui a exordial, razão
pela qual considero haver justa causa para o prosseguimento da ação penal”,
explicou Bretas.
De acordo com a denúncia, que faz
parte de um desdobramento da "lava jato" no Rio, após colaboração
premiada do empresário Celso Reinaldo Ramos Júnior, a organização supostamente
liderada pelo então secretário-municipal de Obras do Rio, Alexandre Pinto, na
gestão do ex-prefeito Eduardo Paes (PMDB), teria tentado tirar do dinheiro
público destinado ao pagamento de contratos propina na ordem de R$ 2,2 milhões.
O valor corresponde a 8,5% do total de R$ 26,1 milhões.
De acordo com o MPF, o consórcio
contratado foi formado por indicação de Alexandre Pinto, que exigiu a inclusão
da TCDI, de propriedade de Wanderley Tavares da Silva, com 20% do consórcio.
Segundo o delator Ramos Júnior, o ex-secretário informou que a inclusão se
devia à influência que Silva detinha junto ao Ministério das Cidades.
O MPF afirma, ainda, que a inclusão
da TCDI Consultoria e Tecnologia no consórcio foi feita por determinação de
Alexandre Pinto como condição para que a Dynatest Engenharia pudesse participar
da licitação.
Conforme os procuradores, o
núcleo econômico era formado por executivos das empreiteiras contratadas para
execução de obras pelo município do Rio de Janeiro, entre elas, a Carioca
Christiani Nielsen, a construtora OAS e a empreiteira Andrade Gutierrez. Também
teriam participação os responsáveis por empresas prestadoras de serviços, como
a Dynates e TCDI e seus executivos, e os denunciados Ernesto Simões Preussler,
Rui Alves, Éder Parreira.
Denúncia inverídica
Segundo a defesa do presidente do PRB-DF, Wanderley Tavares não participou das tratativas sobre os pagamentos de propina.
Segundo a defesa do presidente do PRB-DF, Wanderley Tavares não participou das tratativas sobre os pagamentos de propina.
“A denúncia apresentada é
inverídica e se ampara, tão somente, em suposições fictícias de delatores.A
verdade é que a TCDI entrou no consórcio exclusivamente pela sua competência e
expertise no mercado. Prova disso é que no momento temporal indicado pela
denúncia, a TCDI detinha diversos contratos de gerenciamento no estado do Rio,
com vasta expertise na prestação do serviço de monitorização”, afirmou o
advogado Bernardo Fenelon.
Além disso, a defesa sustentou que
o MPF não aponta qualquer irregularidade no processo licitatório. “Tal
afirmação não passa de uma suposição. Nesse sentido, os argumentos e provas
apresentadas a seguir desconstruirão a confusa narrativa da acusação, demonstrando
que inexiste qualquer vinculação do acusado com ilícitos criminais”, declarou o
advogado.
Ele ainda disse que nenhuma
planilha encaminhada pela Dynatest foi aprovada pelo presidente do PRB-DF,
conforme estaria comprovado em e-mails devidamente enviados à Justiça.
“Há evidente equívoco dos fatos
apresentados na denúncia, pois, diferente da suposição do parquet, que afirma a
anuência do acusado às planilhas que continham supostos valores de propina,
este jamais concordou ou aprovou tais documentos encaminhados pela Dynatest e
Celso Junior”, registrou a defesa no processo.
“Depois de irremediável
enfrentamento comercial, Wanderley e os proprietários da Dynatest decidiram
romper o contrato, que ocorreu sucessivamente”, acrescentou a defesa. “Desta
forma, o consórcio continuou sendo administrado pela Dynatest, sem, contudo,
qualquer participação pela TCDI. A saída formal do consórcio somente não
ocorreu porque causaria interrupção burocrática na execução do contrato, eis
que a obra fazia parte do caderno das Olimpíadas e da Copa do Mundo”, ressaltou
Fenelon.
Clique aqui para ler a decisão.
E TEM MAIS GENTE INDICIADA NO PRB.

Presidente licenciado do PRB,
Marcos Pereira é homem forte no partido fundado por integrantes da Igreja
Universal do Reino de Deus após o escândalo do mensalão. Delação da Odebrecht
cita R$ 7 mi a ministro do PRB
Depoimentos dizem que Marcos
Pereira, titular da Indústria, negociou repasse do caixa 2 da empreiteira em
troca de apoio do partido à reeleição da chapa Dilma-Temer
David Friedlander e Andreza Matais,
O Estado de S.Paulo
18 Fevereiro 2017 | 17h00
BRASÍLIA - O ministro da Indústria,
Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, negociou um repasse de R$ 7
milhões do caixa 2 da Odebrecht para o PRB na campanha de 2014, segundo
depoimento que integra a delação da empreiteira na Lava Jato. Os recursos,
entregues em dinheiro vivo, compraram apoio do partido então presidido por
Pereira à campanha de reeleição de Dilma Rousseff, que tinha Michel Temer como
vice.
O dinheiro dado ao PRB fazia parte
de um pacote maior, que envolvia também o apoio de PROS, PCdoB, PP e PDT à
chapa governista. Ao todo, a Odebrecht colocou cerca de R$ 30 milhões na
operação, como o Estado revelou em dezembro. O acordo é descrito, com
diferentes pedaços da história, nas delações de Marcelo Odebrecht,
ex-presidente e dono da empreiteira, e dos executivos Alexandrino Alencar e
Fernando Cunha.
Sexto ministro de Temer citado na
Lava Jato, na época Pereira tratou pessoalmente do assunto com Alexandrino, um
dos 77 executivos da Odebrecht que fizeram acordo de delação já homologado pelo
Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com as delações, Pereira esteve mais
de uma vez na sede da Odebrecht em São Paulo para combinar como e a quem o
dinheiro, entregue em parcelas, deveria ser repassado.
O ministro rebate as afirmações dos
delatores. “Eu desconheço essa operação. Comigo não foi tratado nada disso”,
disse. “Delação não é prova.”
Presidente licenciado do PRB,
Marcos Pereira é homem forte no partido fundado por integrantes da Igreja
Universal do Reino de Deus após o escândalo do mensalão. Ao Estado, ele
contou que ajudava a arrecadar recursos para campanhas do seu partido, que tem
23 deputados, um senador e comanda a prefeitura do Rio, com Marcelo Crivella. A
pasta da Indústria, embora tenha perdido poderes com Temer, continua sendo uma
das mais relevantes do governo.
TV. O apoio do PRB e dos
outros quatro partidos garantiu à chapa Dilma-Temer 2 minutos e 39 segundos a
mais na propaganda eleitoral de televisão – totalizando mais de 11 minutos,
ante apenas 6 minutos de Aécio Neves, o candidato do PSDB. O PRB recebeu R$ 7
milhões em troca de 20 segundos por dia de campanha.
Segundo os relatos dos executivos
da Odebrecht, a empreiteira agiu a pedido de Edinho Silva, então tesoureiro da
campanha de Dilma e hoje prefeito de Araraquara (SP), realizado num encontro
com Marcelo e Alexandrino em São Paulo.
Feito o acerto, de acordo com os
depoimentos, Alexandrino ficou encarregado de fazer com que PCdoB, PROS e PRB
recebessem R$ 7 milhões cada um do departamento de propinas da Odebrecht.
Fernando Cunha mandou R$ 4 milhões para o PDT. O Estado não conseguiu
confirmar como foi a negociação com o PP.
Edinho Silva nega o acerto com a
Odebrecht. “Não participei de tratativas com os partidos na época das
composições. Eu ainda não era coordenador financeiro”, afirmou. Procurada, a
Odebrecht informou que não iria se manifestar.
Os relatos de que houve compra de
apoio partidário para a campanha Dilma-Temer poderão ser analisados pelo
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no processo que investiga abuso de poder
político e econômico na campanha. O Estado apurou que o relator,
ministro Herman Benjamin, decide nesta semana se vai requisitar os depoimentos,
que estão na Procuradoria-Geral da República.
Outras Citações
Eliseu Padilha (PMDB) - Casa Civil
Cláudio Melo Filho, ex-executivo da
Odebrecht, apontou Padilha como preposto de Michel Temer e do PMDB para receber
valores, via caixa 2. Padilha negou ter arrecadado para o partido. Temer
repudiou as declarações.
Moreira Franco (PMDB) -
Secretaria-Geral da Presidência
Melo Filho citou tratativas com o
ministro na área de aeroportos. Outro ex-executivo da Odebrecht, Paulo Cesena,
também citou Moreira. O ministro disse que, como titular da Aviação Civil,
sempre atuou “de acordo com as leis”.
José Serra (PSDB) - Relações
Exteriores
Pedro Novis e Carlos Armando
Paschoal, executivos da Odebrecht, relataram repasse de R$ 23 milhões, via
caixa 2, à campanha presidencial de Serra em 2010. O chanceler negou
irregularidades.
Gilberto Kassab (PSD) - Ciência,
Tecnologia, Inovações e Comunicações
Paulo Cesena, da Odebrecht,
mencionou doações de R$ 14 milhões para o ministro, em 2013 e 2014. Kassab
afirmou que as doações recebidas foram legais.
Bruno Araújo (PSDB) - Cidades
Cláudio Melo Filho disse que
mantinha “boa relação profissional e pessoal” com o então deputado, com quem
tratou de temas como “política na Bahia” e “renovação dos contratos de energia
no Nordeste”. Araújo disse que valores recebidos da empreiteira foram
declarados à Justiça.

Distrital Júlio César, PRB-DF, a direita e com Marcos Pereira, deu apoio ao desastroso Governo Rollemberg, quando foi indiciado na "Operação Drácon' por desvio de dinheiro da Saúde Pública e tentará chegar a deputado federal pelo partido.
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