OPERAÇÃO MONOPÓLIO DA PCDF PRENDE LADRÕES NAS ADMINISTRAÇÕES
REGIONAIS DO DF.
A Polícia Civil do Distrito Federal já cumpriu 17 dos 18 mandados de prisão temporárias expedidos por conta da Operação Monopólio, deflagrada na manhã de hoje (26) com o objetivo de combater fraudes em licitações feitas por administrações regionais do DF para a construção de quadras poliesportivas, meios-fios e parques.Entre os suspeitos, há dois servidores da administração do Gama e um de Águas Claras, além de laranjas e dos chefes do esquema: Márcio Hélio Guimarães e seu filho, Márcio Hélio Guimarães Júnior. De acordo com os investigadores, há suspeitas de que o esquema abrangia outras administrações regionais localizadas nas cidades satélites do DF.
A Polícia Civil do Distrito Federal já cumpriu 17 dos 18 mandados de prisão temporárias expedidos por conta da Operação Monopólio, deflagrada na manhã de hoje (26) com o objetivo de combater fraudes em licitações feitas por administrações regionais do DF para a construção de quadras poliesportivas, meios-fios e parques.Entre os suspeitos, há dois servidores da administração do Gama e um de Águas Claras, além de laranjas e dos chefes do esquema: Márcio Hélio Guimarães e seu filho, Márcio Hélio Guimarães Júnior. De acordo com os investigadores, há suspeitas de que o esquema abrangia outras administrações regionais localizadas nas cidades satélites do DF.
Ex-administrador de
Taguatinga seria líder da organização criminosa. Ele vivia no luxo enquanto
população era prejudicada em foi preso com seu filho.
Os 17 presos já estão
na carceragem da Polícia Civil. A prisão temporária tem prazo de cinco dias,
mas pode ser prorrogada. Segundo o delegado Fernando César Costa, as lideranças
desse esquema já foram investigadas durante a Operação Apáte, em 2014, mas por
diferentes crimes – no caso envolvendo apenas procedimentos administrativos.
“Na primeira apuração,
já havíamos identificado práticas criminosas.
Eles continuaram
[atuando de forma criminosa] motivados pelo fato de, na época,
não ter havido uma ação coercitiva do Estado contra eles”, disse o
delegado.
Os empresários usaram
firmas registradas em nome de laranjas para fraudar licitações feitas na
modalidade convite, na qual no mínimo três empresas são convidadas a disputar
obras ou serviços cujos valores não ultrapassem R$ 150 mil.
Já foram
contabilizados pelo menos R$ 55 milhões em recursos públicos que tiveram como
destino empresas ligadas ao esquema, entre 2011 e 2018.
Entre as empresas
estão La Dart, do ex-administrador regional de Taguatinga, Márcio Guimarães,
Total Arquitetura, MG Construtora, TN Construtora, Multiwork, e Terra
Engenharia.
Chamou a atenção dos
investigadores o fato de os laranjas participantes do esquema terem aceitado
correr o risco para receber valores considerados baixos, levando-se em conta o
volume movimentado pelo esquema.
“O que causa
perplexidade é como eles [laranjas] se sujeitaram ao risco de virar alvo das
investigações. São pessoas de classe média baixa que ganham muito pouco. Um
casal, por exemplo, que movimentou cerca de R$ 20 milhões em dois anos,
morava em uma casa humilde na Ceilândia. Não se sabe quanto recebiam, mas
pela qualidade de vida suspeita-se que recebiam muito pouco”, disse o delegado
Wenderson Teles.
Já os líderes do
esquema tinham, segundo os investigadores, uma vida de luxo. “Na garagem da
casa de alto luxo foram apreendidos quatro veículos que, por baixo, valiam R$ 1
milhão”, disse o delegado Costa. Segundo ele, foram também apreendidos “vastos
arquivos documentais e mídias eletrônicas que servirão de objeto de análise”.
Na casa de um dos
investigados foram encontrados R$ 40 mil em espécie. Um dos suspeitos foi preso
após terem sido encontrados em sua residência, duas pistolas com registro
vencido e munições sem documentação.
A Agência
Brasil tentou sem sucesso entrar em contato com as pessoas e as
empresas citadas no caso.
MAIS:
ANA MARIA CAMPOS
Um esquema de fraude a licitação para combinar preços de contratos que persiste nas administrações regionais do Distrito Federal. Esse é objeto da Operação Monopólio, deflagrada nesta manhã (26/07) pelos policiais civis da Coordenação de Combate ao Crime Organizado, aos Crimes contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária (CECOR). São cumpridos 24 mandados de busca e apreensão e 18 de prisão temporária, de cinco dias, expedidos pela 3ª Vara Criminal de Brasília.
Um esquema de fraude a licitação para combinar preços de contratos que persiste nas administrações regionais do Distrito Federal. Esse é objeto da Operação Monopólio, deflagrada nesta manhã (26/07) pelos policiais civis da Coordenação de Combate ao Crime Organizado, aos Crimes contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária (CECOR). São cumpridos 24 mandados de busca e apreensão e 18 de prisão temporária, de cinco dias, expedidos pela 3ª Vara Criminal de Brasília.
Até o momento, 16 dos
18 mandados de prisão foram cumpridos. Os alvos são dois empresários: o
ex-administrador de Taguatinga Márcio Guimarães e o filho dele Márcio Guimarães
Júnior, além de supostos laranjas, três servidores públicos, dois contadores e
várias empresas suspeitas de participar das fraudes. Os policiais civis deverão
cumprir mandados de busca nas casas dos suspeitos, nos endereços das empresas e
em duas administrações regionais.
As investigações
apontam que Márcio Guimarães, ex-presidente da Associação Comercial de
Taguatinga, montou um conglomerado de empresas, em nome de pessoas próximas e
de testas de ferro, para dar cobertura em licitações nas administrações
regionais. Significa que os preços pagos pelo GDF foram definidos pelos
próprios contratados, em seleções direcionadas.
São pequenos
contratos, em valores até o limite de R$ 150 mil, em que as empresas são
selecionadas por meio de carta convite, uma modalidade de licitação em que no
mínimo três firmas são convidadas a apresentar propostas de preço. Mas, segundo
a apuração da Polícia Civil, as empresas ou a maioria delas são ligadas a
Márcio Guimarães, de forma que as propostas são manipuladas para dar um ar de
competição à licitação.
A Polícia Civil
analisou, por amostragem, 259 processos administrativos em que o grupo
investigado aparece como vencedor da licitação. Em 128 processos, duas ou mais
empresas do grupo competiram para fechar o contrato. Os serviços, por exemplo,
de construção de praças e parquinhos e pequenos reparos de calçadas e
meios-fios atingem uma cifra milionária. Entre 2011 e 2018, essas empresas
investigadas faturaram R$ 55 milhões em contratos públicos. De 2015 até agora,
na atual gestão, os pagamentos pelos serviços às administrações regionais
somaram R$ 11,6 milhões.
O empresário Márcio
Guimarães já foi alvo de uma operação policial, ocorrida há dois anos. A
Delegacia de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (Decap), hoje
transformada em uma divisão da CECOR, deflagrou, em junho de 2016, a Operação
Apáte, em que houve buscas e apreensões em 19 administrações regionais
justamente para apurar o conluio entre empresas ligadas a Guimarães que disputam
entre si e venciam licitações do governo.
Nesse mesmo tipo de
fraude, por meio de conluio de empresas em licitações de administrações
regionais, o Tribunal de Justiça do DF condenou e tornou inelegível, em outubro
de 2013, o então deputado Benedito Domingos (PP). Ele foi acusado de usar a
influência política para que empresas da família fossem contratadas por
administrações regionais para a ornamentação de várias cidades no Natal de
2008.
UÉ....
O que foi que
aconteceu com as imagens nas redes sociais do espertalhão MARCIO GUIMARÃES, ou
"Márcio Pantera", ex Administrador Regional de Taguatinga,
trancafiado em prisão provisória, que segundo declarações do delegado chefe da
"Operação Monopólio" era o chefe de uma quadrilha que roubou mais de
55 milhões de reais em picaretagens cavalescas
na Administrações Regionais do DF?
É..."Quando tu
veres a barba do vizinho queimando, bota a tua de molho", já dizia o sábio
popular!
MAIS DE R$ 250 MILHÕES FORAM DESVIADOS ENTRE 2012 E 2014 EM
CONTRATOS E LICITAÇÕES REALIZADAS EM 19 ADMINISTRAÇÕES REGIONAIS DO DISTRITO
FEDERAL.
Segundo investigações
da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes contra a Administração
Pública (Decap), há indícios de que os processos tenham
sido fraudados, inclusive com a participação de empresas fantasmas em
eventos e obras. Os serviços variavam entre R$ 40 mil e R$ 650 mil.
“São contratos com
construtoras, com empresas de eventos e serviços em geral. Muitos já foram alvo
de sindicância. O que nos chamou a atenção é que uma pessoa, por exemplo,
aparece como o dono de mais de duas empresas diferentes”, disse ao Metrópoles o
delegado-chefe da Decap, Alexandre Linhares (foto de destaque).
Pelo menos dez
empresas, ligadas por vínculos familiares, estão na mira da Polícia Civil. Elas
combinavam, por meio de e-mails interceptados pela Polícia Civil, quem iria
vencer a licitação. Algumas, de acordo com as investigações, teriam sido
criadas exatamente no período investigado, na gestão do petista Agnelo Queiroz
à frente do GDF. Com o fim do governo passado, elas foram extintas.
BLOQUEIO DE BENS:
A Justiça do Distrito
Federal autorizou o bloqueio de bens dos suspeitos. O valor a ser retido é de
até R$ 55 milhões, referente a arrecadação desde 2011. Durante a ação, foram
apreendidos sete veículos de luxo e R$ 40 mil em espécie. Para a polícia, o
grupo enriqueceu às custas da fraude. Pai e filho líderes da organização tinham
vida de luxo, em residências de alto padrão.
Enquanto a vida deles
era boa, os laranjas eram funcionários que prestavam serviço. Eles sabiam do
esquema e recebiam entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. No entanto, movimentavam grande
quantia em dinheiro, a exemplo de um casal que, em dois anos, administrou R$ 20
milhões, mas vivia em uma casa simples em Ceilândia. A corporação ainda não
conseguiu dimensionar quanto de fato recebiam por integrar o esquema.
Os investigados foram
indiciados por fraude em licitação, organização criminosa (com aumento de pena
por envolverem servidores públicos), lavagem de dinheiro e corrupção ativa e
passiva. As penas podem chegar até 30 anos de prisão. A reportagem não
conseguiu contato com os suspeitos.
Metrópóles.com
26 de julho de 2018



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