No dia 5 de outubro de 2017, uma tragédia abalou a cidade de Janaúba, em Minas Gerais. O segurança noturno Damião Soares dos Santos, de 50 anos, invadiu a creche Gente Inocente com um galão de álcool, ateou fogo em si mesmo e em várias crianças de 4 e 5 anos que estavam em sala de aula.

Entre gritos e desespero, a professora Heley de Abreu Silva Batista, de 43 anos, não hesitou: enfrentou o agressor em luta corporal, tentando contê-lo e salvar os pequenos. Mesmo com o corpo incendiado, ela conseguiu retirar diversas crianças do local junto com as funcionárias Jéssica Morgana e Geni Oliveira, que também perderam a vida na tragédia.

Heley sofreu queimaduras em mais de 90% do corpo e chegou a ser levada ao Hospital Regional de Janaúba, mas não resistiu após duas paradas cardíacas. O ataque resultou na morte de 10 crianças, além das três funcionárias, deixando a comunidade em luto.

Conhecida por sua dedicação, Heley era pedagoga, especializada em inclusão de pessoas com deficiência, membro da Pastoral Familiar e mãe de três filhos, sendo o mais novo ainda um bebê. Sua coragem foi reconhecida nacionalmente: ela recebeu, postumamente, a Ordem Nacional do Mérito e a Medalha da Inconfidência.

A história de Heley transcende sua biografia — ela se tornou um símbolo de bravura, altruísmo e amor incondicional, lembrada para sempre como a professora que deu a vida para proteger 25 crianças inocentes.

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