A morte de Celso Daniel completa dez anos à espera de desfecho na
Justiça.
Ao longo da década, o crime adquiriu contornos de novela policial. Sete pessoas ligadas ao caso, entre testemunhas e acusados de participação no crime, morreram no período.
Ao longo da década, o crime adquiriu contornos de novela policial. Sete pessoas ligadas ao caso, entre testemunhas e acusados de participação no crime, morreram no período.
Ex-professor universitário, deputado e prefeito da cidade do ABC pela
terceira vez, Celso Daniel foi encontrado morto numa estrada de terra em
Juquitiba (SP), alvejado por oito tiros, após dois dias de sequestro.
Ele era o escolhido para coordenar a campanha que levaria o ex-presidente
Lula ao poder. Hoje, pelo menos dois dos seus ex-secretários ocupam cadeiras
importantes em Brasília: os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da
Presidência) e Miriam Belchior (Planejamento).
O caso já foi reaberto duas vezes, investigado pelo Ministério Público,
pela Polícia Civil e até pela CPI dos Bingos, em Brasília. O nome do prefeito
batizou ginásio, parque e praça, mas o crime permanece sem veredicto.
Para o Ministério Público, Daniel foi vítima de crime de mando,
encomendado pelo amigo e ex-segurança Sérgio Gomes da Silva. Eles estavam
juntos quando o petista foi sequestrado, na saída de um restaurante em São
Paulo. Os promotores sustentam que Daniel teria descoberto um esquema de
corrupção na prefeitura para financiar campanhas do PT e que o sequestro teria
sido simulado.
A tese vai na contramão das conclusões da polícia, que defende a versão
de que houve crime comum.
Dos oito acusados pelo Ministério Público, somente Marcos Bispo dos
Santos foi julgado e condenado, em 2010, a 18 anos de prisão. “O julgamento foi
emblemático e abre campo para que outros indiciados sejam condenados”, diz
Bruno Daniel, irmão do prefeito morto, que voltou ao país em outubro após sete
anos de exílio na França.
PRÁ ENTENDER:
FONTE;
http://www.luizberto.com/

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