Pesquisa Ibope/Band para governo de São Paulo mostra o tamanho do buraco
que a Lava Jato fez na política brasileira. A pesquisa de São Paulo reafirma as
pesquisas nacionais e a total descrença da população nos partidos e candidatos
postos para as eleições. Mais do que isso, a pesquisa mostra a ojeriza que o
eleitor pegou sem distinguir partidos/candidatos.
No principal cenário, 40% se dizem dispostos a votar em branco ou nulo. É
um número inacreditável faltando menos de 6 meses para o pleito. Lembrando que
quem diz votar branco/nulo é diferente de se declarar indeciso.
Entre os candidatos, João Doria (PSDB) lidera com 24%, Paulo Skaf (MDB)
aparece em segundo com 19%; a partir daí um bolo de “nanicos” formado por Luz
Marinho (PT), 4%, o atual governador Márcio França (PSB), 3%, e Rogério Chequer
(NOVO), 2%. 11% se declararam indecisos.
Na eleição presidencial em São Paulo, Lula – incrivelmente – lideraria
com 22% caso não tivesse com a ficha suja após condenação por corrupção e
lavagem de dinheiro na 2ª instância. Isso mesmo. Lula vence no estado que o PT
sempre perde em eleições presidenciais e nunca fez um governador.
Ao nivelar todos os partidos na lama da corrupção, o Ministério Público
fez com que todos fossem iguais e a memória de um tempo onde o Brasil tinha
pleno emprego, diminuição da miséria e crescimento tipo chinês resgatasse o
partido que estava no chão com o impeachment de Dilma Rousseff e escândalos de
corrupção. Se todos são corruptos, vamos no que pelo menos distribuiu alguma
coisa ao povo.
Mesmo governando o estado por 4 mandatos alternadamente, Geraldo Alckmin
(PSDB) perde dentro de “casa” para Jair Bolsonaro (PSL): 16% a 15%, sem Lula e
14% a 12%, com Lula. Henrique Meirelles (MDB) fica no traço (0%) e o presidente
Michel Temer (MDB) pontua 1%. Apesar da alta rejeição pessoal e ao governo,
Temer está se saindo pouco melhor do que Meirelles nas pesquisas.
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